ética: disciplina que procura determinar a finalidade da vida humana e dos meios de a alcançar, preconizando juízos de valor que permitem distinguir entre o bem e o mal; princípios morais por que um indivíduo rege a sua conduta pessoal ou profissional.
É assim que vem no dicionário. E, segundo o site do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, também é mais ou menos assim que este órgão consultivo vê as coisas. O problema é quando os presidentes das instituições confundem opiniões pessoais com pareceres profissionais. E o assustador é quando percebemos que quem preside a um órgão com as competências que este tem pensa que há seres humanos de primeira e há os outros, que têm de se aguentar à bronca quando estão doentes, porque, simplesmente, não há dinheiro para todos.
Pois é, o que parece é que agora, em vez de servir o ser humano, a ética, pelo menos a deste senhor, serve o dinheiro. Ou melhor ainda, a poupança, pois quer estejamos ou não em tempos de crise, o que é certo é que não há dinheiro para que todos tenham tudo (sendo que “tudo” significa tratamento médico na doença!?!?). A ética deste senhor é a do bem estar financeiro acima da saúde das pessoas, a do bem estar dos ricos acima do bem estar de toda a população.
“Não é possível, em termos de cuidados de saúde, todos terem acesso a tudo”, diz este senhor. Não é possível? É imperativo! O acesso igualitário à saúde é daqueles que nem deveriam ser questionados. Mas isto digo eu, que não mando nada.
Chegamos ao máximo da falta de vergonha, de descaramento e de sentido ético. Sim, sentido ético.
E eu não quero viver num país que se subordina a estes princípios éticos.