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1 a 5 Greve dos maquinistas da CP

4 Greve do Metropolitano de Lisboa
Greve da Rodoviária de Lisboa

5 Protestos populares nas comemorações do 5 de Outubro

13 Manifestação cultural em 21 cidades do país
Marcha contra o desemprego
Protesto “Farmácia de Luto”
Global Noise

15 Cerco ao Parlamento! Este não é o nosso orçamento

16 Manifestação dos profissionais da restauração

17 Manifestação dos militares

18 Manifestação dos jornalistas da Lusa

18 a 23 Greve dos trabalhadores da Galp

19 Greve no Público

23 a 31 Greve dos estivadores

24 Protesto dos profissionais da GNR
Protesto dos profissionais da restauração

27 Protesto contra a extinção das freguesias

29 Vigília de protesto pelas pequenas e médias empresas

31 Contra o saque do OE 2013, Todos à Assembleia da República
Que se lixe a Troika! Este não é o nosso orçamento

Todo o mês Manifesto em Defesa da Cultura

“E sinto força em novembro, juro luta em dezembro”*

 

 

*Fausto, Cantiga do Desemprego

 

Soube que em Beja também se está a organizar malta para o dia 13 de Outubro. Divulgo aqui o apelo para encontrar material necessário para as actividades.

Que seja um dia de cultura. Mas que seja, acima de tudo, de gritos de revolta, de consciencialização da população para as dificuldades que os agentes culturais enfrentam e para a falta que a cultura nos faz a todos.

Até lá.

S.O.S

Somos um grupo de cidadãos de Beja que pretende dar continuidade às mobilizações “antiausteridade” dos dias 15 e 21 de Setembro, sob o lema «Que se lixe a troika! Queremos as nossas Vidas». Neste sentido, e tal como vai ocorrer noutras cidades do país, pretendemos lançar no dia 13 de Outubro um grande evento cultural na cidade de Beja.
Já contactámos uma série de pessoas das mais diversas áreas (teatro, poesia, contadores de histórias, humoristas, dança, desenho, pintura, escultura, música…) para colaborarem nesta iniciativa de carácter apartidário e com a qual se identificam. No entanto, estamos com serias dificuldades de carácter técnico, nomeadamente no que respeita ao som e luzes. SERÁ NECESSÁRIA UMA APARELHAGEM (PA) COM CAPACIDADE PARA RECINTO EXTERIOR (provável anfiteatro da CC), RESPECTIVO AMPLIFICADOR, MESA DE MISTURA, MICROFONES E TRIPÉS PARA VOZ E INSTRUMENTOS INCLUINDO PERCUSSÃO DE BATERIA E DOIS OU TRÊS PROJECTORES. Alguém que se identifique com estas nossas motivações que nos possa ajudar? Caso sim, por favor contactar, com urgência, o Rui Eugénio.

“Do encontro de vontades nascido nas mais recentes mobilizações surgiu a ideia de uma expressão cultural, uma manifestação marcadamente baseada nas artes e no espectáculo para contestar a austeridade e os seus implementadores: governo e troika.”
“O dia 13 de Outubro será um dia de protesto internacional, o Global Noise, em que esta iniciativa também se insere. Será um marco histórico e cultural, trazendo da rua para a arte e da arte para a rua toda a energia que as percorre. Será um dia cheio de eventos, de música, dança, teatro, poesia, pintura e todas as formas de arte que materializem o espírito de insubmissão que se sente em todo o país.
Cultura é Resistência!
Que se lixe a Troika! Queremos as nossas Vidas!”

A Câmara Municipal de Beja na sua página no Facebook publicou um documento sobre a sua pretensão em apresentar uma candidatura ao Programa de Apoio à Economia Local (PAEL). No documento há uma série de esclarecimentos e opiniões sobre a elaboração desta candidatura e o facto de a mesma ter sido chumbada pela CDU e BE na Assembleia Municipal.

Para além disso, são publicadas informações sobre o endividamento da Câmara Municipal de Beja, mais especificamente sobre o endividamento bancário.

Considerando que o PAEL foi criado com o objectivo de permitir às autarquias a possibilidade de recorrerem a um empréstimo, junto do Estado Central, para a regularização do pagamento de dívidas a fornecedores vencidas há mais de 90 dias. Achei bastante pertinente aproveitar a publicação que a CM-Beja efectuou no seu Facebook para pedir um esclarecimento sobre o montante da dívida a fornecedores, porque o PAEL é exactamente para pagar essa dívida!

Como tomei conhecimento que as dívidas a fornecedores aumentaram de 2.062.608,97 € (2009) para 8.578.016,61 €(2010) e mantendo-se em 2011 no valor de 7.997.361,68 €, perguntei porque razão o valor aumentou exponencialmente de 2009 para 2010.

A resposta que recebi foi a censura deliberada dos meus comentários. Por três vezes insisti na pergunta, e em todas elas guardei uma imagem dos meus comentários para  comprovar a censura de que foram alvo. Em nenhuma altura usei termos ofensivos ou acusatórios como podem confirmar. Limitei-me a colocar insistentemente a mesma questão!

Sobre a falta de cultura democrática demonstrada por este tipo de atitudes acho que não há muito a acrescentar, que cada um tire as suas próprias conclusões.

1º Comentário Censurado

2º Comentário Censurado

3º Comentário censurado

 

Após terem apagado e censurado a minha 3ª tentativa dignaram-se a responder qualquer coisa. Basicamente para dizer que o que eu estava a perguntar não estava em nada relacionado com o PAEL e se queria esclarecimento podia entrar em contacto por e-mail ou aparecer numa Assembleia Municipal….

 

4º Comentário Censurado

 

A cereja no topo do bolo é que decidiram proibir-me de efectuar qualquer comentário na página de Facebook da Câmara Municipal de Beja. Baniram-me por completo da sua página!

A minha pergunta inicial foi feita de boa fé, mas agora estou realmente convencido de que há certos assuntos que não interessam à CM-Beja discutir. Afinal do que é que têm medo?

Isto anda tudo ligado

Quanto menos participamos, mais direitos nos retiram; quanto mais direitos nos retiram, mais medo temos; quanto mais medo temos, mais obedecemos e acatamos; quanto mais obedecemos e acatamos, menos nos permitimos pensar, quanto menos nos permitirmos pensar, menos nos questionamos; quanto menos nos questionamos, menos participamos; quanto menos participamos, (ainda) mais direitos nos retiram; quanto mais direitos nos retiram…

Dia 29 há manifestação no Terreiro do Paço. Eu vou participar.

Da Ética

ética: disciplina que procura determinar a finalidade da vida humana e dos meios de a alcançar, preconizando juízos de valor que permitem distinguir entre o bem e o mal; princípios morais por que um indivíduo rege a sua conduta pessoal ou profissional.

É assim que vem no dicionário. E, segundo o site do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, também é mais ou menos assim que este órgão consultivo vê as coisas. O problema é quando os presidentes das instituições confundem opiniões pessoais com pareceres profissionais. E o assustador é quando percebemos que quem preside a um órgão com as competências que este tem pensa que há seres humanos de primeira e há os outros, que têm de se aguentar à bronca quando estão doentes, porque, simplesmente, não há dinheiro para todos.

“O seu objectivo [do CNECV] não é, de modo nenhum, entravar o progresso da ciência e da tecnologia. Pelo contrário, pretende contribuir para que elas se desenvolvam plenamente na linha da sua finalidade: a auto-realização da pessoa humana. Urge evitar que ciência e tecnologia se degradem, constituindo-se como fins em si mesmas, em detrimento dos interesses globais e mais amplos do ser humano, a quem devem servir.”

Pois é, o que parece é que agora, em vez de servir o ser humano, a ética, pelo menos a deste senhor, serve o dinheiro. Ou melhor ainda, a poupança, pois quer estejamos ou não em tempos de crise, o que é certo é que não há dinheiro para que todos tenham tudo (sendo que “tudo” significa tratamento médico na doença!?!?). A ética deste senhor é a do bem estar financeiro acima da saúde das pessoas, a do bem estar dos ricos acima do bem estar de toda a população.

“Não é possível, em termos de cuidados de saúde, todos terem acesso a tudo”, diz este senhor. Não é possível? É imperativo! O acesso igualitário à saúde é daqueles que nem deveriam ser questionados. Mas isto digo eu, que não mando nada.

Chegamos ao máximo da falta de vergonha, de descaramento e de sentido ético. Sim, sentido ético.

E eu não quero viver num país que se subordina a estes princípios éticos.

Andarilhas

As palavras são andarilhas. Correm o mundo, de boca em boca; algumas são quase esquecidas (até que um dia alguém se lembra de dizer “luzencuzes” em vez de “pirilampos” e a palavra volta de novo a ter vida). Mas também estão sempre a nascer palavras novas que aumentam as línguas. E de vez em quando, os tecelões de palavras, aqueles que têm uma forma única de as combinar, criando encantamento através delas, juntam-se num lugar e, durante dias, conversam sobre os seus ofícios, sobre as palavras. Contam-se histórias e aprende-se a viver. Fazem-se oficinas de tecelagem de palavras nas ruas para que toda a gente as possa experimentar, em gestos que têm tanto de grande como de generoso. Que alcançam todo o mundo porque, primeiro, criaram raízes na sua terra.

De dois em dois anos, Beja é um desses lugares onde se encontram os “artesão do efémero”, os “aprendizes do contar”. E nesses dias, acontece nesta cidade uma magia sem fronteiras e sem descrição possível. É mesmo preciso estar cá. E é um privilégio poder participar, seja de que forma for, em acontecimentos como este.

Começam amanhã as Palavras Andarilhas.

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